sexta-feira, 3 de junho de 2011

“Tinta Fresca” 3 e 4 de Junho de 2011 – Porto, Casa-Galeria Gabriele Fuchs



O projecto “Tinta Fresca”, da responsabilidade e
co-autoria de Gabriele Fuchs é apresentado em ambito académico na unidade
curricular de economia da arte e é uma das ideias que integra o projecto “Vender
Cultura”
de Diogo Goes que serve de mote para 15 estudantes-artistas
quererem trabalhar e mostrarem o seu trabalho e o seu contributo para a
dinamização cultural da cidade.


Desde os ”objectos em estudo”, matérias frescas , inacabadas ao
processo de formação, “Tinta Fresca”, constitui-se como mostra dos trabalhos de
alunos finalistas , onde é permitida a síntese entre o espaço galeria e o
espaço de re-colecção do lar.

O projecto “Tinta Fresca” iniciativa e organização de Gabriele Fuchs junta trabalhos de alunos finalistas de Artes
Plásticas – Pintura, da Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto. Pretende
apropriar um lugar de vivências quotidianas e transformá-lo em galeria de arte,
serviu de mote para a realização de uma mostra documental do processo criativo
de cada um dos artistas, simulando o atelier de trabalho através do objecto- instalação
que constituí a mostra. Aproveitando o potencial, da localização geográfica do
espaço , através das suas acessibilidades e sistemas de capitais e/ou relações
sociais inerentes à fruição do espaço, tornou pertinente a apresentação do projecto
de exposição, no âmbito académico na unidade curricular de economia da arte integrando o projecto de “crítico de arte” que é Vender
Cultura
de Diogo Goes e mostra o(s) seu(s) trabalho(s) e o seu(s)
contributo(s) para a dinamização cultural da cidade.


Etnografia
da paisagem e do lugar, quer através da acentuação da matéria e da mancha
expressiva, seja ela uma representação empírica ou re-interpretação e/ou
representação mimética ou contra-mimética- “imagus” da cultura visual, são
demonstradas nos trabalhos de Analice Campos, Ana Teles, Flávia Costa, Janina
Silva, Maria de Castro, Mariana Moranduzzo ou no trabalho
de Agostinha Moreira. As artistas demonstram as suas potencialidades
multimediais e interdisciplinares colocando no espectador a ideia de
documentarismo processual e saudosismo etnográfico e identitário, do lugar
urbano ou rural que povoam.

Entre uma abstracção geométrica e a valorização dos esquemas de composição em Gabriele Fuchs ou as dicotomias de um processo que é performático e conceptual nas obras de Hugo Almeida Pinho e Mariana Carvalho que povoam diferentes universos do "hight" sistema das artes , são pois resultado e primado da sua formação em outras áreas de intervenção artística como a performance e a arquitectura .

Por Diogo Goes


“Interiors” - 26, 27 e 28 de Maio de 2011 – Porto, Casa-Atelier Sílvia Salgadinho





O projecto
“Interiors” que junta João Cabral,
Nina Mabel e Sílvia Salgadinho é apresentado em âmbito académico na unidade
curricular de economia da arte e é uma das ideias que integra o projecto Vender Cultura de Diogo Goes que serve
de mote para três artistas quererem trabalhar e mostrarem o seu trabalho e o
seu contributo para a dinamização cultural da cidade.


Recolecção a
etnografia da paisagem e do lugar são conceitos que unem os três estudantes de
belas artes elaborando uma abordagem onde o desenho demonstra as suas
potencialidades multimediais e interdisciplinares colocando no espectador a
ideia de documentarismo processual.



“João Cabral, na pintura, simula espaços habitados, onde personagens
apropriadas ao cinema, contam histórias, suas, próprias e se confundem
intencionalmente com a paisagem tecendo um diálogo entre uma figuração
expressiva e uma representação dos espaços habitados (por si ou pelas
personagens) que tendem a uma abstracção.”


" Nina Mabel consegue ilustrações onde a história de uma
tartaruga é pretexto pra falar das questões de insularidade, conferindo aos
seus objectos de plástico, uma significação maior do que a pop, transportando
assim o desenho, desde o papel para as manufacturas criadas."


"Sílvia Salgadinho, mapeia o lugar que habita, potenciando
relações entre o espaço doméstico do lar e objectos do quotidiano, tornando-os
numa publicitação da economia domestica, do consumo, através do identitarismo
gastronómico, bem poderia ser a cozinha verde, porque esta tornada lugar de
exposição, torna-se na ilha verde que é exposta (S. Miguel). "





Por Diogo Goes